quarta-feira, 5 de outubro de 2016

Vacinas: um mau necessário?

O quesito vacina é um dos que mais possui controvérsias em grupos de discussão materna.

Vacinar ou não o bebê?

Antes de continuar a leitura deste texto, quero apenas esclarecer que a escolha de vacinar ou não sua criança é única e exclusivamente sua. Há milhares de argumentos prós e contras, por isso eu, particularmente, não vim aqui trazer-te uma “verdade absoluta”.

O ponto crucial é que com o pouco de experiência que possuo enquanto cientista acadêmica tive acesso à inúmeros componentes existentes em vacinas que não são suficientemente estudados para nos garantir apenas vantagens das mesmas... Quero apenas com esse texto despertar em você a curiosidade de buscar e discutir o que pode ser melhor para essa nova sociedade que estamos construindo. Porque penso que não é óbvio dar vacinas só porque sim! 

Uma das grandes discussões sobre a vacinação se refere às vacinas recentes, pouco testadas e em muitos casos trazidas por grandes lobbys farmacêuticos.

Pessoalmente, eu penso que a maior questão sobre certas vacinas deveria ser QUANDO aplicá-las. Em nosso caso, o Rudá tomou as vacinas obrigatórias* (aqui na França) a partir do 6º mês. Em uma conversa com o médico dele chegamos à conclusão de que seria mais importante que nos primeiros seis meses ele desenvolvesse sua defesa imunitária sem os interferentes químicos das vacinas. Aqui na França também tem toda uma questão de lobby dos laboratórios. Foi uma luta conseguir as vacinas “obrigatórias” separadamente. Os laboratórios fabricam doses com 5 ou mais tipos de vacinas, nos obrigando assim aplicar todas e pagar bem mais caro por isso. Mas isso é outra questão que para quem se interessar podemos discutir em outro texto.

As crianças já têm um sistema imunológico funcional, eles não nascem, portanto, completamente indefesos (ao contrário do que a publicidade nos quer fazer crer), mas este sistema precisa de tempo para amadurecer e um bom estilo de vida a evoluir melhor. Ou, como se diz no mundo dos negócios, tempo é dinheiro! É por isso que a tendência é para vacinar o mais rapidamente possível, até mesmo no momento do nascimento.



Mas, voltando ao que interessa...

Algumas vacinas protegem contra doenças muito graves. Doenças como o tétano e a meningite, quando acontecem na infância são muito graves e até letais. Vamos pegar como exemplo, a meningite por pneumococo (que é mais grave do que a meningocócica). Ninguém gostaria de ter o filho acometido por uma doença que tem complicações muito graves como o abscesso cerebral e seqüelas permanentes do desenvolvimento neuro-psico-motor da criança.

É uma questão de por na balança: o risco de se contrair uma doença horrorosa destas é pequeno. (Mas quando ela acontece, é grave demais) VERSUS o risco de se apresentar um evento adverso da vacina que protege contra aquela doença (mas que não é tão grave quanto a doença em si). E, além de tudo, pode ser evitado ou amenizado com o uso da homeopatia.

Além disso, é bom lembrar que a partir do momento que um cientista cria uma vacina, ele a entrega ao pessoal da saúde pública e vai estudar outra coisa... Ou seja, pouco se sabe sobre a ação das vacinas no corpo humano.

Num país onde a quase totalidade das doenças infecciosas foi controlada, como é o caso dos Estados Unidos, o questionamento das vacinas começa a ser traduzido em números que expressam a repercussão social do problema. Um quarto das famílias americanas, segundo pesquisa do Centro Nacional de Informações sobre Vacinas, já se pergunta se o sistema de defesa das crianças não fica enfraquecido por conta de tantas vacinações. Afinal, são quase dez doses apenas nos primeiros seis meses de vida e 22 tipos de vacinas aplicadas antes da idade escolar. Outros 19% dos americanos põem em dúvida a própria eficácia das vacinas na prevenção de doenças.

Pelo menos uma coisa a gente sabe: em se tratando de vacinas, um dos pilares dos programas de saúde pública em quase todos os países, será necessário mais tempo até que todas as dúvidas sejam esclarecidas e as opiniões hoje antagônicas e exaltadas convirjam para um novo entendimento. Não há resposta fácil. Mas o ponto é que há dúvidas e desconfiança onde antes parecia só haver certezas e tranquilidade. E o debate está apenas começando.

Deixo uma dica de leitura do biogenista Fernando Travi, que é fundador da Sociedade Biogênica Brasileira. 
http://super.abril.com.br/ciencia/vacina-assassina

2 comentários:

  1. Post excelente! Precisamos sim nos informar sobre assuntos como este! Bjao

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    1. Obrigada Helen, pelo carinho e presença por aqui! <3

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