sexta-feira, 4 de dezembro de 2015

Depois que pari... tudo se transformou em mim!


Toda mulher nasceu para ser mãe?
Será que essa é mesmo uma verdade absoluta?
Claro que, biologicamente, nós fêmeas somos capazes de gerar e parir, porém, isso não é uma regra. Há mulheres que desejaram desde sempre ser mães, outras não pensam nisso (ainda?), e há aquelas que mesmo inicialmente não desejando, renasceram como mães – eu me encontro exatamente nesse último grupo.

O fato é que, mesmo com ou sem planejamento para tornarem-se mães, mulheres passam por uma transformação importante em suas vidas com a inclusão desse mais novo título: MÃE! Conheço mulheres que vivem bem com essas transformações, aceitando-as ou ignorando-as; e já outras que vivem uma batalha interna, uma busca pelo auto-conhecimento (ou seria reconhecimento de si mesmas), são perguntas e respostas que parecem não ter fim.

Aos poucos vamos aceitando e nos acostumando com as mudanças pelas quais sofremos. Muitas vezes são momentos doloridos, mas que trazem quase sempre um saldo final positivo. Eu vivo ainda em certo conflito hoje, mas me sinto uma pessoa muito melhor e consciente de que a maternidade me trouxe coisas maravilhosas. Passei a aceitar que o equilíbrio só existe com a morte, a vida é um contínuo desequilíbrio, tudo muda, tudo está em constante transformação.

E por isso, há alguns dias, num certo desespero em conversas interiores e questionamentos sobre meus valores e princípios, pedi para as mães na página do facebook que descrevessem quais foram as principais características que precisaram desenvolver “depois que pariram”, pois precisamos desconstruir essa maternidade perfeita que é vendida pela sociedade.

Dentre vários depoimentos na página, destaco aqui alguns dos que foram mais compartilhados.

- O mais votado: PACIÊNCIA!
Eu, particularmente, me intriguei bastante com ela. Por que? Como pode uma mãe ser paciente em meio a tantas mudanças, tantas cobranças externas, tantos choros e etc, falta de apoio e outras tantas coisas que passamos. E continuamos a cobrar da mãe a tal paciência. Claro, o bebê não tem culpa de nada disso e não merece que o tratemos com desrespeito, mas mãe, somente não se cobre caso em um momento de desespero falte a paciência! Super normal!

- Querida mãe da criança que está se esgoelando no supermercado, receba meu abraço, eu te entendo! TOLERÂNCIA / ALTERIDADE.
Princípios para confiar no outro, reconhecendo as diferenças.
Ah essa sim, eu também vivo em constante aprendizado. Como tantas coisas eram rígidas e imutáveis para mim antes de parir! Hoje percebo que o mundo é feito de tantas cores, formas e claro, ideias, opiniões, e está tudo bem!

- Não sou mais prioridade. ALTRUÍSMO.
Esse desejo enorme de que nossos filhos tenham “tudo do bom e do melhor” ou que tenham aquilo que não tivemos em nossa infância. E não precisa ser necessariamente material, ao contrário. Só é preciso estar atenta para que não nos anulemos, afinal mãe feliz, criança feliz!

- Depois que eu morrer, vou dormir pra sempre. SONO.
Essa é uma das coisas que definitivamente se perde ao tornar-se mãe. Ainda bem que eu sempre segui com o lema: depois que eu morrer, eu dormirei pra sempre! Mulheres só podem ser dotadas de uma capacidade extrema para sobrevivência com privação de sono. Há mais de 300 dias eu não durmo direito, e estou aqui: morta-viva.
Numa conversa com uma amiga também materna, falávamos das vezes em que saíamos aos finais de semana (iniciando na quinta feira), não dormíamos quase nada e tudo avançava super bem na faculdade. Claaaaro, a gente fazia 4 dias seguidos de farra e não 300, entende?

 ♫ Vamos Rudazinho, passear com a mamãe   CRIATIVIDADE.
Quem nunca cantou uma musiquinha super famosa trocando a letra pra tentar acalmar bebê num momento de desespero? Ou quem já precisou desenvolver técnicas de troca de fraldas com bebê andando sem parar? Ou ainda, quem nunca precisou se virar nos 30 para fazer o número 2 enquanto bebê se esgoelava na porta do banheiro, que sequer poderia estar fechada?
Enfim, apenas pare de pensar que você não é uma mulher criativa, porque É SIM!

- Pensamos por dois e não mais por um. RESPONSABILIDADE.
Todas as características desenvolvem-se mais ou menos em uma ou outra mãe. Mas, a responsabilidade é unânime, agora vivemos por dois por muito tempo será assim. Sempre pensaremos demais antes de tomar qualquer decisão, levando em conta a existência desse novo ser em nossas vidas!

E você, aumentaria essa lista? O que mudou em você depois que pari(u)?

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