sábado, 16 de maio de 2015

Enquanto estava terminando foi que tudo começou.

Terminei meu doutorado em química e 10 dias depois estávamos eu e meu marido de malas prontas para nossa viagem dos sonhos. Não nos planejamos demais apenas compramos um carro, nossa cremusca, um fusquinha 1979 e pé na estrada (veja aqui ).
A nossa surpresa é que ao fim da nossa viagem, enquanto estávamos ainda na Bolívia, o Boris (meu marido) começou a ficar preocupado com o meu atraso do mês. Eu estava tranquilona, pensava que isso não aconteceria comigo, não agora.
Um parêntese, eu sempre dizia que não queria ser mãe. Várias coisas contribuíram para essa minha decisão por um certo tempo, até conhecer meu marido. Enquanto ainda estávamos nos conhecendo a gente se pegou conversando sobre nomes de filhos, imagina? E então sabia que isso um dia ia acontecer, a vontade talvez iria bater. Nessa viagem a gente também falou sobre nomes de bebês e depois ficávamos rindo sobre isso, afinal pra gente isso ainda iria demorar.
Pois bem, várias coisas começaram a emperrar na viagem, nossa cremusca estava infartanto e no final ela quebrou mesmo foi a coluna vertebral. Nosso destino final era uma cidadezinha no interior do mato grosso onde mora minha irmã. Mas a cremusca ficou no pátio da Igreja de Ponta do Aterro – MT, divisa com a Bolívia. E nós três (sem sabermos ainda que já éramos 3) seguimos na boleia de um caminhão de cerveja de dois queridos que conhecemos na cidade. Passamos a noite viajando nas estradas (nem queiram saber como são, rs...) entre Ponta do Aterro e Pontes de Lacerda, aonde dormimos na casa da irmã do Lorinho (vou ter que mostrar esse blog pra ele rs).
Há exatos 30 km de Cáceres, nosso destino final, paramos no posto caramujo e eu corri no banheiro pra fazer o teste de farmácia, sozinha lá dentro foi uma tremedeira só até conseguir colocar o xixi dentro do potinho e quando pus a fitinha nem precisei esperar os 5 minutinhos, eu estava MUITO grávida já!
Foi um misto de desespero e alegria! Chorei! E o Boris entendeu que ele poderia sim fazer filho. Por que será que homens sempre têm esse receio?
Enfim, chegamos na casa da minha irmã e eu já queria contar pra todo mundo. A ficha foi caindo, fizemos surpresa pra minha irmã e a família contamos no skype, vovó e vovô pularam de felicidade, tudo uma festa!
Terminei minha viagem de avião indo para minha cidade natal para realizar as primeiras consultas do pré-natal. Enquanto o maridão continuou a saga indo por 40h de Cáceres ao Rio de Janeiro. Coitado né?! rs

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